jul 17

Cristotecas, Baladas Santa e Santos de Calças Jeans?!?

Ao longo da minha caminha já fui a cristotecas, cristofolias e baladas santas em geral.

Mas confesso que nunca me senti a vontade nestes locais. O vazio era o mesmo de quando eu participava de baladas seculares. Algo me incomodava, mas eu não sabia o que era, afinal de contas, eram lideres jovens e padres que estavam apoiando estes eventos.

Conforme o tempo vai passando vamos buscando formações, amadurecendo na fé e conhecendo a riqueza de nossa Igreja. E assim vamos descobrindo que não precisamos renovar nada nem reinventar nada. Mas simplesmente viver verdadeiramente o que o Evangelho e a Igreja nos propõem.

Temos que esclarecer algumas coisas como algumas frases que supostamente seria do Papa João Paulo II, como, “Precisamos de Santos de Calças Jeans” e outras. Se procurarmos no google não há nenhum site confiável que diz que esta frase foi dita pelo Papa. Não há nada no site do vaticano, nem em documentos da igreja que contêm tais frases direcionadas aos jovens. (Ver no Google)

E com isso queremos justificar atividades seculares atribuindo o nome de cristo como se fosse bom. Achamos que fazendo o que o mundo faz vamos converter a juventude, vamos atrair a juventude para Deus. Isso é uma grande mentira que o demônio inseriu em nosso meio!

Um santo de nossa Igreja diz:
Quando uma pessoa entra em um baile, deixa na porta o seu anjo da guarda e o substitui por um demônio. (São João Maria Vianney - "Cura D´Ars").

Não é o as atividades do mundo dentro da igreja que vão atrair os jovens para ela, mas sim o encontro pessoal com Jesus!!!

Realmente não é fácil deixar algumas coisas mundanas, mas vamos abrir nosso coração para algumas palavras de santos padres:


Padre Mateus Maria:

 

Padre Roberto Littieri:

 

Salve Maria!!!

Comments

Rodrigo Brasileiro Bernardo

Postado em terça-feira, 17 julho 2012 20:54

Ola Maicon , não q eu concorde totalmente com vc, mas qto a "carta do papa" eu tbm fiz essa mesma pesquisa e nunca achei nada, ate traduzi pro italiano, ingles pra ver se teria alguma coisa e nada...secularizar tudo e relativizar tem sido os problemas hj.... abçs

Murilo Esteves Frizanco

Postado em terça-feira, 6 novembro 2012 06:48

Maicon, eu concordo com vc sobre a questão das festas não serem o fator que "segura" e firma o jovem na Igreja. Vianney colocou estas palavras as quais não podemos esquecer o contexto de seus paroquianos onde o divertimento de bailes era somente para a protituição e bebidas.

Porém vejo pelo seguinte ponto: nenhum entretenimento é condenável em si (e o baile não é excessão) como nos diz São Francisco de Salles: "As danças e os bailes são coisas de si inofensivas; mas os costumes de nossos dias tão afeitos estão ao mal, por diversas circunstâncias, que a alma corre grandes perigos nestes divertimentos.", o problema mesmo está nos costumes.

A Igreja não lida apenas com a religião puramente, mas traz esta religião à cultura de onde se instala. Portanto vendo um mundo onde os jovens se drogam, fazem sexo ao ar livre nas baladas e enchem a cara, há de convir que é necessário trazer os valores cristãos de sobriedade, continência, temperança e diversão para dentro destes divertimentos e mudar estes costumes que Satanás infiltrou na sociedade.

Sendo assim vejo que os leigos tem que agir neste meio e promover iniciativas de entretenimento saudável. Porque na TV só passa pornografia e bobagens? Porque não tem um leigo que se junta e faz programas saudáveis. C. S. Lewis trouxe valores de fé e moral à muitos jovens pelas Crônicas de Nárnia/Senhor dos Anéis que sob um pano de fundo fantasioso (não é iludir, mas é aludir, uma alegoria) nos traz Jesus em sua missão redentora e uma série de outros pontos da Bíblia.

Estas "baladas" que vc foi certamente não tem por objetivo final um encontro querigmático com Jesus Cristo, mas sim um encontro entre amigos num lugar saudável e sem as drogas, bebidas e prostituição, mas sim um entretenimento para as famílias e oportunidade de encontrar os irmãos e amigos. Se por ventura as que vc foi houve pecados correndo solto, não é culpa da balada em si, pois estas pessoas já tinham esta intenção aonde quer que fossem, mas sim da má aplicação ou vigilância dos organizadores ou falta de instrução cristã dos participantes. Estas festas não vão parecer adorações eucarísticas e nem o devem pois não tem este objetivo, mas vejo elas como um grande recurso e área necessária de ação onde as famílias e jovens podem ter um lugar para ir sem estar expostos aos riscos de uma balado comum.

Elas não preenchem? Talvez não preencham pois vc foi nelas buscando o que nao era a finalidade delas que era o entretenimento entre amigos, eu já vejo como um local interessante para ir com a família para comer e encontrar os amigos da igreja e unir as pessoas da paróquia em amizade.

admin

Postado em segunda-feira, 19 novembro 2012 18:46

Caro Murilo Esteves Frizanco, paz e bem.

Creio que este post possa esclarecer um pouco a respeito da batalha de Cura d'Ars e também outras questões sobre sua época e contexto.



Combate aos bailes durante 25 anos

Ars era o lugar predileto dos jovens dançarinos das vizinhanças. Tudo era pretexto para um baile. Para acabar com eles, o Santo Cura d'Ars levou 25 anos de combate renhido.

Explicava que não basta evitar o pecado, mas deve-se fugir também das ocasiões. Por isso, abrangia no mesmo anátema o pecado e a ocasião de pecado. Atacava assim ao mesmo tempo a dança e a paixão impura por ela alimentada: "Não há um só mandamento da Lei de Deus que o baile não transgrida. [...] Meu Deus, poderão ter olhos tão cegos a ponto de crerem que não há mal na dança, quando ela é a corda com que o demônio arrasta mais almas para o inferno? O demônio rodeia um baile como um muro cerca um jardim. As pessoas que entram num salão de baile deixam na porta o seu Anjo da Guarda e o demônio o substitui, de sorte que há tantos demônios quantos são os que dançam".

O Santo era inexorável não só com quem dançasse, mas também com os que fossem somente "assistir" ao baile, pois a sensualidade também entra pelos olhos. Negava-lhes também a absolvição, a menos que prometessem nunca mais fazê-lo. Ao reformar a igreja, erigiu um altar em honra de São João Batista, e em seu arco mandou esculpir a frase: Sua cabeça foi o preço de uma dança!... É de ressaltar-se que os bailes da época, em comparação com os de hoje, sobretudo do pula-pula frenético e imoral do carnaval e as novas danças modernas, eram como que inocentes. Mas era o começo que desfechou nos bailes atuais.

A vitória do Pe. Vianney neste campo foi total. Os bailes desapareceram de Ars. E não só os bailes, mas até alguns divertimentos inofensivos que ele julgava indignos de bons católicos.

Junto a eles combateu também as modas que julgava indecentes na época (e que, perto do quase nudismo atual, poderiam ser consideradas recatadas!). As moças, dizia, "com seus atrativos rebuscados e indecentes, logo darão a entender que são um instrumento de que se serve o inferno para perder as almas. Só no tribunal de Deus saber-se-á o número de pecados de que foram causa". Na igreja jamais tolerou decotes ou braços nus.

Fonte: [www.catolicismo.com.br/.../materia.cfm]

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